segunda-feira, 31 de março de 2014

01/04/14

 Abriu a porta do apartamento mofado e escuro. Acendeu o abajur, estava uma penumbra. Tirou o casaco preto, estava encharcado da chuva lá fora. Seus cabelos negros também molhados caíam pelo rosto e olhos. Tirou o pacote do bolso. O plástico estava úmido, mas o conteúdo intacto. Sem cerimônia, abriu o pacote e fez um montinho na mesa de centro. Pegou a chave, na falta de um cartão, e separou uma fileira. Separou uma nota de dois reais e enrolou. Contou até três, se inclinou pra frente, colocou o canudo feito de nota entre a fileira e o narina direita e aspirou. Sua morte começava ali.

Um comentário:

  1. Faz um livro com essa pessoa de cabelos negros e publíca!
    A sinópse vc já tem!

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